A obra de Maria Nordman consiste numa mesa com uma fonte, quatro bancos de ardósia e 94 árvores das espécies ginkgo (Gingko biloba) e cipreste (Cuperssus sempervirens) formando duas passagens contínuas, sendo os intervalos entre as árvores suficientemente largos para uma pessoa passar entre elas.
Às mudanças resultantes das condições climáticas e das variações ao longo do dia, imediatamente percecionadas por alguém que se encontre no interior da peça, sobrepõem-se as mudanças ocorridas em consequência do crescimento das árvores, que terão lugar ao longo de um período de tempo alongado e, de forma natural e sistemática, irão redesenhar o perfil e a estrutura da escultura. Essa noção de mudança reflete-se no facto de a artista datar a obra como "em curso”.