No Parque, as camélias mais antigas são remanescentes do jardim romântico da Quinta de Lordelo, a primeira propriedade de
Carlos Alberto Cabral, e possivelmente de outros jardins adjacentes.
Durante a remodelação deste jardim, no âmbito do projeto do
arquiteto francês Jacques Gréber, algumas das camélias originais
foram preservadas. Hoje, estas plantas podem ser encontradas
em dois núcleos principais: um a oeste da Casa, no Bosque das
Faias, e outro a leste, onde predominam as sebes talhadas e o Jardim da Capela. Na década de 1980, um novo conjunto de camélias
foi plantado no extremo sul do Parterre Central, com destaque
para os/as cultivares ‘Saudade de Martins Branco’ e ‘Hagoromo’.
Mais recentemente, a coleção de camélias foi ampliada com a introdução de novas cultivares e espécies do género Camellia, que
até então não existiam no Parque. Entre estas novas adições estão
a Camellia sinensis, plantada no Jardim das Aromáticas, e a Camellia petelotii, situada no Jardim da Capela.