No âmbito do Centenário do Parque de Serralves (1923-2023),
destaca-se a recuperação do Roseiral, um dos espaços mais icónicos do
Parque. Desde 2018, Serralves procurou reunir e preparar as condições
técnicas adequadas à sua materialização,
um processo maturado e desenvolvido, apoiado em sinergias e
parcerias em diferentes domínios, quer na dimensão paisagística quer na
dimensão fitossanitária. Entre 2021 e 2022, a Fundação promoveu o
projeto de renovação do Roseiral proposto
pelo arquiteto paisagista britânico Gerald Luckhurst em parceria com a
Direção do Parque.
Da plantação, que ocorreu em outubro 2021 e
março
de 2022, constam 29 variedades de roseiras, resultando numa
plantação de 1862 roseiras, importadas de diversos países da
União Europeia, como a Alemanha, os Países Baixos, França, Dinamarca e
Polónia, sendo duas variedades oriundas do
criador Gareth Fryer, de Inglaterra. A este plano de plantação
acrescem dois cultivares que permanecem desde o Roseiral
original - a ‘Bela Portuguesa’ ( ‘Belle Portugaise’) e a ‘Rosa de
Santa Teresinha’ (‘Spray Cécille Brunner’), devido à sua tradição nos
jardins portugueses. A recuperação do Roseiral contou com a integração
de telas antiervas como forma de redução do trabalho de monda manual,
tendo sido totalmente cobertas por mulch de cortiça granulada, opção
assente na minimização de impactes fitossanitário,
potenciados por fungos e doenças para as roseiras.