O Bosque das Faias é um espaço de sombra pontuado por clareiras, destacando-se do seu conjunto arbóreo os magníficos exemplares desta espécie, cujo cromatismo, porte e singularidade os tornam como elementos marcantes na estrutura e vivência deste espaço, maioritariamente formado por espécies caducifólias e com acentuada variabilidade sazonal.
Constituindo-se como um espaço de fronteira, contíguo à Avenida Marechal Gomes da Costa e à Rua de Serralves, o Bosque das Faias modera a transição de um espaço intimista ao seu exterior, numa estrutura dinâmica e orgânica, onde a sua aparente entropia deriva da meandrização dos seus percursos e da própria estrutura vegetal em crescimento livre.
Neste espaço livre de artificialismos surgem alguns dos exemplares arbóreos mais notáveis de todo o espaço da Fundação, formando um núcleo arbóreo de enquadramento às linhas de axialidade nas suas imediações, constituindo-se como um espaço ambíguo, de transição e passagem, mas simultaneamente de contemplação e introspeção.